INSTIGA EM PRIMEIRA MÃO
6 August 2008

Conseguimos, antecipadamente, ter acesso ao álbum “Tenho uma Banda”, do Instiga, que será lançado dia 9 de agosto, na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi Campinas. É, parece que deu certo chamá-los de “A melhor banda independente do Brasil”.

Brincadeiras a parte, clique abaixo e faça o download de todas as músicas do cd que será lançado no próximo sábado:

INSTIGA - “TENHO UMA BANDA”

Senha para o download: kindofmusic.com.br

Baixe também as letras do álbum:

LETRAS - “TENHO UMA BANDA”


AUTOROCK 2008
6 August 2008

Começa amanhã, em Campinas, a terceira edição do festival Autorock. Até o dia 17 de agosto, a cidade receberá bandas conhecidas no cenário independente nacional, como Forgotten Boys, Colera, Rock Rocket e Garage Fuzz, e destaques da região, como Instiga, Venus Volts, Del-o-Max e Muzzarelas. Os shows acontecerão em diversos locais da cidade.

Veja abaixo a lista completa com data, local e horário das apresentações:


FESTIVAL AUTOROCK 2008

de 07 a 17 de agosto

PROGRAMAÇÃO:


07/08 - quinta-feira: LIVRARIA CULTURA

8 MÃOS
BENEDITA
18:30 - entrada franca


08/08 - sexta-feira: LIVRARIA CULTURA

MUZZARELAS
ADREDE
18:30 - entrada franca


08/08 - sexta-feira: BAR DO ZÉ

VENUS VOLTZ
SUPERDRIVE
22h - R$ 7,00


09/08 - sábado: LIVRARIA CULTURA

PALESTRA - Rock Independente
INSTIGA
18:30 - entrada franca


09/08 - sábado: BAR DO ZÉ

GARAGE FUZZ
ADREDE
NO CLASS (Reunião comemorativa de 10 anos)
PUGNA
CUSPE
21h - R$10,00


10/08 - domingo: ESTAÇÃO CULTURA

INSTIGA
SCARLET O’HARA
RADIARE
DRAKULA
VIOLENTURES
LUNETTES
ZEFIRINA BOMBA
ROCK ROCKET
15h - entrada franca


12/08 - terça-feira: Museu da Imagem e do som (MIS)

EXIBIÇÃO DE VÍDEOS DO PRIMEIRO FESTIVAL JUNTATRIBO (1993)
19:30 - entrada franca


13/08 - quarta-feira: BAR DO ZÉ

DJS EM FÚRIA
20h - entrada franca


14/08 - quinta-feira: BAR DO ZÉ

CINECLUBE TATURANA
CRISE
DEL-O-MAX
20h - R$7,00


15/08 - sexta-feira: HAMMER ROCK BAR

FLESH GRINDER
BANDANOS
LETHAL CHARGE
22h - R$12,00


16/08 - sábado: BAR DO ZÉ

FORGOTTEN BOYS
SLOWNAGY
DETROIT
22h - R$ 10,00


17/08 - domingo: ESTAÇÃO CULTURA

NOSFERATU
PARENTES DA VITIMA
KAMALA
LEPTOSPIROSE
MUZZARELAS
COLERA
15h - entrada franca

NEIL YOUNG + BEATLES
5 August 2008

A união de dois dos maiores nomes do rock em uma música parece um sonho distante - John Lennon e George Harrison que o digam. As melodias perfeitas e as experimentações dos Beatles unidas com a sensibilidade e a voz cortante de Neil Young proporcionariam, certamente, a banda perfeita.

Infelizmente, os Beatles chegaram ao fim há quase 40 anos, e Neil Young fortaleceu a sua carreira na década de 70, quando a banda de Liverpool já não existia mais. Mas, nos últimos meses, a lenda canadense do rock resolveu incluir uma das grande músicas dos ingleses, “A Day In The Life”, no seu repertório de shows.

Escrita por John Lennon e Paul McCartney, com recortes de composições de cada um deles - ao contrário da maior das músicas dos Beatles, que não foram escritas Lennon/McCartney em dupla, como é colocado nos álbuns, por motivo de direitos autorais -, “A Day In The Life” cria uma parede sonora calma e cheia de experimentações que levam a faixa para diversos lugares em apenas 5 minutos,  narrando um universo onírico de acontecimentos lidos em um jornal inglês e, de acordo com algumas interpretações, faz relação com o uso de drogas: “Found my way upstairs and had a smoke / Somebody spoke and I went into a dream” (Acomodei-me no andar de cima e acendi um cigarro, alguém falou e então entrei em um sono (transe)). Essa passagem seria uma referência explícita a uma “viagem” ocasionada pelo uso de droga (maconha).

Neil Young, como a maioria dos músicos do planeta, é um fã dos Beatles, e em uma leitura pessoal, posso relacionar o seu trabalho com o da banda inglesa comparando a sensibilidade e sinceridade nas composições e, principalmente, na densidade e influência que ele teve em uma década - Neil Young tem a melhor discografia dos anos 70, com pelo menos 7 álbuns considerados clássicos pela críticas especializada, assim como os Beatles dominaram a década de 60, mudando a música para sempre.

Relações a parte, a união - mesmo sendo apenas uma homenagem em shows - de artistas autorais e geniais como esses merece muita atenção e deve ser recordada como um momento especial na história do rock and roll.


Neil Young - A Day In The Life (The Beatles)

A catárse indie está anunciada. O último show dos Los Hermanos - ainda em recesso por tempo indeterminado -, realizado na Fundição Progresso, dia 9 de junho de 2007, virou CD/DVD e chega às lojas dia 29 de agosto.

O CD foi produzido pelos próprios membros da banda e terá 14 músicas do show. Além disso, o DVD, dirigido por Nilson Primitivo, traz todo o concerto do dia 9, e mais cinco canções gravadas no dia 08 de junho.

Refrescando a memória dos fãs, no dia 9 o grupo apresentou esse set-list:

01) “Dois Barcos”
02) “Primeiro Andar”
03) “O Vento”
04) “Além Do Que Se Vê”
05) “Morena”
06) “Retrato Pra Iaiá”
07) “Condicional”
08) “Tenha Dó”
09) “Adeus Você”
10) “Último Romance”
11) “O Vencedor”
12) “Um Par”
13) “Sentimental”
14) “Lágrimas Sofridas”
15) “Conversa de Botas Batidas”
16) “Casa Pré-Fabricada”
17) “Paquetá”
18) “Deixa o Verão”
19) “Cara Estranho”
20) “A Flor”
21) “Tá Bom”
22) “Anna Júlia”
23) “Quem Sabe”
24) “Todo Carnaval Tem Seu Fim”
25) “Pierrot”

As canções tocadas no dia anterior foram: “Onze Dias”, “Fez-se Mar”, “Descoberta”, “Sétimo Andar”, “A Outra”, “Cadê Teu Suín?”, “De Onde Vem Calma”. Conforme dito, cinco faixas farão parte do material extra do DVD.

Odiados por uns e amados por outros, fato é que nenhuma banda brasileira de rock nos últimos anos conseguiu realizar um trabalho tão autoral de composições (”O Bloco do Eu Sozinho” é um dos melhores álbuns nacionais dos últimos 20 anos) e, principalmente, reviver o interesse da mídia e dos fãs pela música alternativa no país como os Los Hermanos.

Em agosto, a melhor banda independente do Brasil (essa foi para eu entrar de graça nos próximos shows, rs), o Instiga, lança o seu 3º disco, “Tenho uma Banda”. O show de lançamento acontecerá dia 9, às oito da noite, na Livraria Cultura, do Shopping Iguatemi, em Campinas-SP.

O vídeo promocional do álbum - com Christian Camilo (vocal e guitarra), o Tita, e suas excentricidades, pra variar - já está sendo divulgado no Youtube. A música de fundo é uma composição do viajante Heitor Pellegrina (guitarra) e foi enviada da Bélgica para a base do Instiga em Campinas.


Instiga - Vídeo Promocional (”Tenho uma Banda”)

Gabriel Duarte (baixo) e Pedro Leite (bateria) completam a banda de Campinas, que já lançou os LP’s “Máquina Milenar” (da incrível “Faber Castell”), em 2005 e “Menina Canta Menino” (destaque para “Cure-se”, “Herói” e “Ivan o Terrível”), em 2007.

Na carreira do Instiga, destaca-se o fato de serem os primeiros a emplacar uma música em português na famosa rádio “Woxy”, em 2005, e em 2007 sendo indicados pela BBC de Londres como uma das 20 finalistas do concurso “The next big thing”. Neste ano,  eles foram indicados pelo Myspace Brasil como uma das 20 bandas a se “ficar de olho”.

Confira abaixo o nome das faixas do cd “Tenho uma Banda”:

Puma
Tem uma Banda
Heitor e Ana
Nerds
Wagner
Carta de Demissão
A Freira
Enquanto Isso na Bélgica
Queria Estar Com Você
Aquela da Cachorrinha
Seu Garcia
Rock Safari
Munrá
O Ultimo Desertor
Porto Inteiro
Cai Dentro
Meu Batimento

Se essa lista fosse escrita pelo Pedro Leite e não pelo Tita, como aconteceu, eu poderia jurar que era de mentira.

O novo álbum da banda saiu graças ao reconhecimento da Secretaria de Cultura de Campinas. Eles tiveram o apoio do edital do Fundo de Investimentos Culturais de Campinas (o FICC). Assim, o Instiga pode se concentrar no que mais gosta de fazer: escrever canções com personalidade e criar uma atmosfera sonora cada vez mais madura nas suas músicas.

“Tenho uma Banda” deve mostrar a contínua evolução do Instiga; “Máquina Milenar” trazia pérolas escritas e cantadas com muita paixão, e “Menino Canta Menina” mostrou toda a força das melodias criadas pela banda - uma das mais autênticas do país.

Quando eu disse que o Instiga era a melhora banda independente do Brasil não foi apenas pra descolar uns ingressos com o grupo. Eles realmente são.

MP3


Instiga - Cure-se


Instiga - Faber Castell


Instiga - Olá


Instiga - Herói


WEB

Myspace
Fotolog do Tita
Fotolog da Banda
Trama Virtual

VENUS VOLTS
26 July 2008

A Venus Volts, banda campineira liderada pela vocalista Trinity (Carol Dakani), expoente da cena (qual cena?) rock da cidade, lançou mais um single, “Paper Boards” que pode ser escutado no MySpace do grupo. A música é recheada de referências post-punk dos anos 80, e tem uma melodia comandada o tempo todo pelos vocais agressivos e melódicos de sua “front-girl” - uma voz camaleônica, eu diria, pra quem já ouviu a Carol pessoalmente.

Venus Volts - Paper Boards (Programa No Estúdio)

Pellê (guitarra), Dinho (baixo) e Du (bateria) completam a banda, formada em 2002, que está vivendo o seu melhor ano em 2008 - eles já participaram do rito do Rock (edição Maringá – PR), evento importante do cenário independente brasileiro, além, é claro,  do The Rockr Festival Motomix 2008, realizado no Parque Ibirapuera em São Paulo. A Venus Volt foi uma das bandas selecionadas para tocar junto de Fujiya & Miyagi, The Go! Team e Metric.

Inundada de influências do punk e post-punk, a Venus Volts já conseguiu criar canções que permanecem em nossa cabeça por um bom tempo depois de escuta-las, quase que em uma identificação instantânea, fruto das influências das últimas 3 décadas presentes na banda - Siouxsie & the Banshees é talvez a maior influência, sem esquecer o rock de garagem feito nesse período.

O Kind of Music ainda destaca as faixas “Crucify and Burn Me”, a melhor da banda, um indie-rock com belas melodias e uma guitarra incessante; “The Lover Was a Faker”, com um vocal forte, além de “In Gold We Trust”, uma música com riffs remetando à excelente banda noruega “Turnonegro” e as suas porradas sonoras sem fim.


Venus Volts -”In Gold we Trust ” - Gravação Trama Virtual

MUSE NO BRASIL
25 July 2008

Os ingleses do Muse desembarcam no Brasil na próxima semana para uma série de shows no país. A banda vai tocar dia 30 de julho no Rio de Janeiro, no Vivo Rio; dia 31 em São Paulo, no HSBC Brasil; e em Brasília, no dia 2 de agosto.

Matthew Bellamy (voz e guitarra), Christopher Wolstenholme (baixo) e Dominic Howard (bateria), formam o Muse, um trio britânico dono de uma fusão agressiva de música eletrônica e rock progressivo. Reunidos desde 1997, o grupo é alvo de comparações com os conterrâneos do Radiohead - afinal, nos últimos 15 anos qualquer banda da terra da rainha que não seja as Spice Girls é comparada com a banda de Thom Yorke - desde o seu primeiro álbum (Showbizz, 1999).

Comparações infundadas ou verdadeiras, fato é que o Muse aposta em estruturas dramáticas em suas composições, e as letras, apoiadas no vocal de Matthew, ganham uma densidade inegável. Esse clima “obscuro”, recheado de piano e distorções eletrônicas alcançado nos últimos trabalhos da banda não deve ser confundido com ausência de energia. Este ano, em uma pesquisa divulgadas pela revista britânica Classic Rock Magazine, o grupo aparece entre os 50 melhores shows de todos os tempos.


Muse - Hysteria


Muse
- Stockholm Syndrome

Discografia:

Showbiz (1999)
Origin Of Symmetry (2001)
Hullabaloo Soundtrack (2002)
Absolution (2003)
Absolution Tour (2004)
Black Holes and Revelations (2006)
H.A.A.R.P. (2008)

Ingressos:

Pista Vip (R$ 240,00)
Pista superior (R$ 160,00)
Pista (R$ 120,00)
Camarote B (R$ 300,00)
Camarote A (R$ 350,0)

Quem apostaria há alguns anos que blogs poderiam lançar artistas pro grande público? Foi por esse atalho que mais uma banda, o Vampire Weekend, ganhou notoriedade. E o fenômeno gerado pelas entrelinhas virtuais sobre a banda não foi pequeno, pois o quarteto de Nova York descolou um contrato com a grande gravadora XL Recordings, que possui em seu cast de artistas nomes como o Basement Jaxx, M.I.A., Radiohead, The Prodigy, The White Stripes, etc.

O Vampire Weekend é formado por Ezra Koenig (vocal/guitarra), Rostam Batmanglij (keys e vox), Christopher Tomson (bateria) e Chris Baio (baixo). Em seu primeiro álbum, lançado em Janeiro de 2008, a banda aposta numa mistura interessante e original, colocando em suas músicas influências da música africana, do indie e do punk-rock. Tudo isso com toques de violino e teclado.

Logo na faixa que abre o álbum fica clara a intenção levemente experimental do quarteto. “Mansard Roof” começa com um vocal acompanhado por teclado e violino em sua introdução e evolui sempre acompanhada por uma bateria leve e baixa ao fundo. A track possui um ar levemente retrô, graças a simplicidade dos elementos.

Em “A-Punk” o lado punk-rock da banda dá as caras com guitarra e baixo sempre suaves e bem acelerados, se mantendo por quase toda a faixa. Uma bateria com o mesmo ritmo acompanha ao fundo. O vocal de Ezra Koenig também auxília bastante para o ar agitado.

A influência africana aparece como força em “Cape Cod Kwassa Kwassa”, uma faixa um pouco mais lenta, e novamente com uma guitarra bem melodiosa. A faixa se arrasta por mais de três minutos com um tambor tipicamente africano como pano de fundo, daqueles que só vemos em programas do National Geographic Channel.

Já na última faixa, “The Kids Don’t Stand A Chance”, a melodia é tão simplista e bonita que, em alguns momentos, mais parece uma canção de ninar. É pra fechar de maneira tão açurada quanto ao que foi construído durante todo o álbum, e deixar ainda mais explícita a intenção de produzir sons com bastante melodia, e sempre bem simples.

O álbum do Vampire Weekend, de título homônimo, passeia por dez faixas no seu “indie-punk-afro-rock”, com um ar pop e melódico. A simplicidade dos elementos utilizados pela banda vem gerando comparações com o primeiro álbum do Strokes, “Is This It”, lançado em 2001.


Vampire Weekend - A-Punk

Sempre tive certeza que a música é a arte capaz de mexer com os nossos sentimentos da forma mais forte que existe. Ela pode fazer você olhar à sua volta ou internamente, se relacionando diretamente com o jeito que vemos e sentimos o mundo. Ela causa conforto e desconforto, tudo o que é forte, e é capaz de comunicar-se com a subjetividade de cada um, expondo a realidade durante os minutos em que chega no seu ouvido.

Essa latência - característica das obras mais autorais - é o que separa musicas comuns de músicas inesquecíveis. É possível notar, em poucas audições, uma canção que pode nos mudar, que nos faz sentir algo diferente, atemporal, de faixas que só nos entretém. A atmosfera é completamente diferente, as letras tornam-se pessoais, as referências podem ser tocadas. Todos os instrumentos passam a fazer sentido da maneira como são tocados. Mudar uma linha, um detalhe, poderia ser fatal.

Alivia saber que ainda posso sentir isso com bandas novas. “Slow Show”, da nova-iorquina The National, é o destaque do irretocável “Boxer”, álbum lançado por eles em 2007. Formado no começo da década, o grupo já tem 4 ótimos cd’s - destaque para o primeiro, “The National”, de 2001.

Pinçado de um disco cheio de músicas inesquecíveis, “Slow Show” coloca-se entre as melhores canções dos últimos anos. Matt Berninger, o vocalista, empresta a sua voz angustiante e forte (esse blog não vai usar a repetitiva e desgastada definição de “barítono” para ele, fiquem tranqüilos) para completar, paradoxalmente, o clima urgente criado por um piano contido e guitarras calmas, sem explosões. Vale destacar a bateria que pulsa de forma virtuosa no fundo, marcando toda a música e a ansiedade cantada por Matt durante 4 minutos que parecem intermináveis para o personagem, mas tão curto para nós, que escutamos.

Tentando imprimir calma e maturidade, “Slow Show” torna-se uma música desesperada.


The National - Slow Show

Costumo me perguntar como algumas bandas, filmes, pintores e pessoas não recebem a atenção que merecem. Na verdade, quem perde com isso não são os artistas - que continuam se expressando -, mas sim nós, que muitas vezes não temos acesso a essa expressão - problema em parte resolvido pela internet.

Antes da web, encontrar informações do mundo todo era um desafio. Para os amantes da música, em especial, significava horas em sebos, dinheiro em fanzines raros, procura incansável por revistas especializadas para, quase sempre, encontrar menos do que esperava ou precisava. A grande mídia era responsável por trazer as novidades ao público. Algumas vezes, artistas de qualidade, donos de  estruturas sonoras complexas, conseguiam o apelo comercial para serem divulgados no mundo todo, como os Beatles, entre outros. Mas passar por esse crivo era pra poucos. Na maioria das vezes, bandas “incomuns” para a época não eram compreendidas e o público tinha dificuldade de conhecer novas produções, muitas vezes, melhores do que as que ditavam toda uma geração.

Tudo isso para indignar-se e elogiar os “The Zombies”, banda inglesa dos anos 60. Liderados pela voz melódica de Colin Blunstone e uma exurrada sonora de pianos rápidos, guitarras calmas e barulhos, muitas vezes indecifráveis, os cinco músicos criaram uma obra prima do rock em 1968 -, com o álbum “Odessey and Oracle”, que completa 40 anos, comemorados com uma turnê revivendo as músicas do disco.

Hoje, o cd é lembrando como um dos mais geniais e influentes daquela década e as melodias deliciosas e imagéticas, fazem parte de trilhas sonoras de incontáveis filmes. É só ouvir a atmosfera totalmente vanguardista para a época e a densidade musical criada pela banda no álbum para entender o porque. Todas a faixas são curtas, coesas e muito inspiradas. A base melódica nos vocais e a levada rápida do piano fazem todo o sentido com as guitarras agudas, mas sem exageros, de Paul Atkinson.

Os destaques ficam para única música de sucesso comercial do grupo Time Of The Season”, uma faixa com um baixo vindo direto da soul músic e um vocal sensual e comedido, “Care of Cell 44″, um rock com melodias vocais inspiradoras - uma das mais lindas atuações que já ouvi, desbancando até as maravilhosas melodias do “Pet Sounds”, dos “Beach Boys” -, além de “A Rose for Emily”, retirada de um livro do escritor americano Willian Faulkner, e a melhor do disco, a bela “Hang Up On a Dream”, e seu piano tocante e sensível, capaz de roubar a sua atenção em todas as audições do álbum. Uma música inesquecível, como esse álbum, ainda pouco conhecido até hoje.

1 - “Care of Cell 44″ (Rod Argent) – 3:56
2 - “A Rose for Emily” (Argent) – 2:19
3 - “Maybe After He’s Gone” (Chris White) – 2:33
4 - “Beechwood Park” (White) – 2:43
5 - “Brief Candles” (White) – 3:30
6 - “Hung up on a Dream” (Argent) – 3:01
7 - “Changes” (White) – 3:19
8 - “I Want Her, She Wants Me” (Argent) – 2:51
9 - “This Will Be Our Year” (White) – 2:08
10 - “Butcher’s Tale (Western Front 1914)” (White) – 2:47
11 - “Friends of Mine” (White) – 2:17
12 - “Time of the Season” (Argent) – 3:33

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