O BELO LOW MOTION DISCO
13 August 2008

Uma doce viagem por caminhos melódicos que percorrem o dub, o baleárico e a space disco. Intitulado Keep it Slow, o álbum pertence ao projeto suíço Low Motion Disco. Não coicidentemente foi lançado pela Eskimo, gravadora que possui em seu cast Lindstrom, Prins Thomas, Aeroplane, e outros colegas que abusam da melodia.

A primeira faixa do disco, após a obscura introdução, é excêntrica e original. “Born on the Low Wind” é curiosa o suficiente para carregar a missão de apresentar a sonoridade do projeto, com batidas espaçadas preenchidas por um som de água corrente e o balido de uma cabra - onomatopéia bastante presente no álbum todo. Exotismo puro.

Em “Things are Gonna Get Easier”, a influência dub aparece com força - numa faixa calma com um suave vocal nos avisando que “as coisas serão mais fáceis”. Um tecladinho minimalista ajuda a compor o clima de felicidade inspiradora. A faixa recebeu alguns remixes, incluindo o de Sébastien Tellier - francês que assina o álbum Sexuality, também de 2008.

Mostrando que aprenderam com os parceiros de selo, o Low Motion Disco solta seu lado space disco em “Talk Low when Space”, faixa que Lindstrom aceitaria pra sua discografia. Abusando de um instrumento de corda como base, a faixa se arrasta por seis minutos, sempre com uma chuva de efeitos, feitos por um teclado (ou apenas sons obscuros e pouco identificáveis), acompanhado por vocais ininteligíveis. “Love Love Love” traz novamente a sensação de ouvir space disco nórdico, principalmente a partir do terceiro minuto.

AÇÚCAR MELÓDICO QUE NÃO ENJOA
A quinta faixa, “Love Knows Low”, inicia com uma arrebatadora, lenta e bonita melodia, que progressivamente é preenchida com um tambor bastante destacado e uma linha de baixo bem grave e eletrônica. São quase quatro minutos de uma bela linha melódica, daquelas pra deixar no repeat sem enjoar.

“The Low Murderer is out at Night” é dona do momento mais explosivo do álbum, quando a calmaria construída novamente por instrumentos de corda passa a dividir espaço com uma linha de baixo grave, quebrada e elétrica. “Low Italian Dessert” interrompe ainda mais a calmaria, com uma sonoridade densa junto a um vocal repetitivo e grudento.

Fechando o álbum, temos a faixa título “Keep it Low”, que não é bem uma música, mas a gravação de uma criança falando em meio a um chiado numa tentativa de base musical bem apagada e descomprometida. As boas melodias e a originalidade fazem deste álbum um dos bons lançamentos de 2008. Os suíços mantém um blog, onde postam vídeos, boas mixtapes e repetem, insistentemente: “keep it low”.


Low Motion Disco - Things are Gonna Get Easier


Low Motion Disco - Love Knows Low


Low Motion Disco - Low Italian Dessert

Resenha feita por um dos autores deste blog e publicada também em: http://rraurl.uol.com.br/resenhas/5503/A_melodia_do_Low_Motion_Disco

CUT COPY AO VIVO
8 August 2008

O Pitchfork.tv disponibilizou ontem uma apresentação ao vivo do Cut Copy, onde é possível conferi-los no Studio B, em Nova York. O trio australiano é a grande sensação do momento no Reino Unido, e está desbancando artistas bem mais acostumados com a popularidade.

São nove músicas disponíveis para ouvir e assistir, que dão uma boa noção do clima do show do Cut Copy. Pelo playlist, podemos notar que é um apanhado de músicas dos dois discos do grupo: Bright Like Neon Love (2004) e In Ghost Colours - que foi lançado este ano.

1: Out There On The Ice
2: Time Stands Still
3: So Haunted
4: That Was Just A Dream
5: Zap Zap
6: Nobody Lost, Nobody Found
7: Lights And Music
8: Future
9: Hearts On Fire


Cut Copy - Nobody Lost, Nobody Found

Além da apresentação, o site disponibilizou uma entrevista com os australianos, onde eles falam, basicamente, da surpresa por estar encabeçando os charts do Reino Unido. Está em duas partes, vale conferir.

Entrevista Cut Copy - Parte 1
Entrevista Cut Copy - Parte 2

O TRIUNFO DO CUT COPY
3 August 2008

É comum relacionar o synth-pop e o electro com sensações despretensiosas e divertidas - deliciosas, quando certeiras, é verdade. Essa “liberdade” fez muitas bandas surgirem como faísca e desaparecem na mesma velocidade. Aliás, a tão proclamada new rave teve seu auge e queda graças a esse sentimento de “vazio” deixado por muitas bandas, como o Klaxons, por exemplo, que apesar de não ter sumido, deveria.

Não existem regras na música. Uma composição não precisa ser densa e profunda para ser inesquecível. Ela precisa ser sincera, representar o sentimento dos seus artistas. Muitas vezes a diversão e a liberdade são suficiente para dar alma a uma faixa. A linha que separa a “honestidade musical”, da “picaretagem”, não é nada tênue. Músicas feitas para se encaixar em uma cena, para uma divulgação pessoal vazia, não duram mais do que um ou dois verões, ou não deveriam, novamente.

Uma música boa deve se assumir. Não ter medo de soar como ela é, seja qual for o seu caminho. O Cut Copy reconhece que o seu caminho não são músicas dramáticas e/ou vanguardista, mas sim o recorte de referências dos anos 80 com a revitalização do rock-eletrônico da década atual, e faz isso como nenhuma banda fez até hoje.

Neste novo álbum desse trio australiano, o “In Ghost Colours”, de 2008, a densidade da banda está na construções de atmosferas adaptáveis. As músicas do Cut Copy pulsam o tempo todo, são eletrizantes e empolgantes, mas também estão cheias de tensão, como se ainda existisse a dúvida de que eles queriam fazer canções apenas para dançar.

Essa dúvida só faz bem para o álbum. As músicas ganham dimensões e atingem você de diversas formas. Já no começo, cordas calmas recheando a base eletrônica harmônica e melódica - presente no cd inteiro - anunciam a doce e espetacular canção pop “Feel The Love”. A voz suave de Dan Whitford conversa com um vocoder, enquanto somos tomados por uma calma e satisfação sem fim a cada segundo da música. Um início de tirar o folêgo e ao mesmo tempo relaxante, que se estende com a dançante “Out There On The Ice”, e todo o seu clima “New Order” de diversão séria. É uma faixa imagética, lhe faz ir para o lado hedonista, de prazer e satisfação - impossível não balançar os pés e a cabeça de forma frenética, imaginando-se na cena mais sensual de uma única noite perfeita -, ao mesmo tempo que é sóbria, mantendo-se na mesma linha por vários minutos, sem exageros típicos de aventuras, quase que exigindo uma resposta para toda a espera cantada por Whithford. É um prazer calculado. Para completar o trio inicial inesquecível de “In Ghost Colours”, a electro-disco “Lights and Music” finalmente quebra essa tensão provocada pela dualidade das primeiras faixas e queima forte na pista de dança, no seu headphone, no seu carro, na sua cama, em qualquer lugar.

O impressionante é que o Cut Copy consegue manter as harmonias e melodias flutuantes do pop e os efeitos efervescentes dos sintetizadores por todo o álbum. Seja com a inspiradora “Unforgettable Season”, e seu vocal “Robert Smith”, inseguro e sexy, ou a hesitante e obscura “So Haunted”, uma canção que parece, finalmente, admitir que a banda lida com muitas pressões internas, mas que explode apoteoticamente no refrão, de forma redentora.

O caminhão de hits continua por todo o cd, com destaque para a forte “Heart On Fire”, e todas as suas mudanças de atmosfera durante 5 minutos hipnóticos, que te levam pra longe e te arrebatam como uma música deve fazer. A experiência acaba pertinentemente com a calmaria de “Eternety Only Night Only”, uma faixa impossível de ser analisada individualmente, já que soa como a sensação pós-catarse de sentimentos que é esse “In Ghost Colours”, do trio Dan Whitford, Tim Hoey e Mitchell Scott.

O Cut Copy fez um álbum para dançar, relaxar, incomodar e se arrepiar. É um triunfo. Mostra que a música eletrônica não é feita apenas de sintetizadores e efeitos de computadores - assim como o rock não é feito apenas pelas suas guitarras -, e sim de inspirações, de realizações e das inseguranças colocadas por seus artistas em cada composição.


Cut Copy - Hearts On Fire


MP3


Cut Copy - Feel The Love


Cut Copy - Out There on The Ice


Cut Copy - Unforgettable Season

Msica, comofas// O moviment d “faas vose mesmo”, surgiod  com o pank de Ramones, Stooges e Sex Pistols, encontroll lar nos sintetizadors e laptops de projets eletrônics. Produtors qe eshperimentavam nos sellls computadors peçoais tornaram-se noems de peos no mundo, como Daft Punk, Justice, CSS, entre oltrolls - Igor Cavallera, ex-Sepultura, por eshemplo, largoll sua bnand e agora comanda os mishers no MixHell.

Aqiu no Brasil os maiors noems deça “vanguarda” eletrôniac são o CSS (Cansei de Ser Sexy) e o Bonde do Role. Fazenod suceço na elropa, as dus bands tem como caractrístiac o escrashe e a bucsa peol  som mas hedonista poçível. Alg1as vezs o resultaod  é 1a tragédia musical, 1a brinks, apens, mas alg1as vezs acertam no alvo, como o CSS fez com “Lets Make Love and Listen to Death From Above”.

Como o açunto é fazr músiac sem demçidade, com refrêncs do mundo pop, o destaeq de hoje vai paar o UDR. altenticamente engrasads e com 1 h1or negro digno de South Park, Professor Aquaplay e MC Carvão são coniecids na web por “cláçics” como “Bonde de Jesus”, “Bonde da Orgia dos Travecos” e “Bonde da Mutilação”. O novo lansamento do UDR é inspiraod  no tiopês, 1a espécie de idioma criaod  na net onde a regra é deishr as palavrs o mas curts e foneticamente engrasads. Com 1 refrão -spls e viciante, “Ser do Boned do Role comofs// riss” é 1 cutucão na “cean” new rave de São Pallo.

Professor Aquaplay e MC Carvão ainda são meliors quanod eshageram no h1or negro, mas eça homenagem ao “comofas” ainda vai fazr muiot suceço.


UDR - Ser do Boned do Role comofas// risus


TRADUÇÃO:
Música, “comofas”? O movimento do “faça você mesmo”, surgido com o punk de Ramones, Stooges e Sex Pistols, encontrou lar nos sintetizadores e laptops de projetos eletrônicos. Produtores que experimentavam nos seus computadores pessoais tornaram-se nomes de peso no mundo, como Daft Punk, Justice, CSS, entre outos - Igor Cavallera, ex-Sepultura, por exemplo, largou a banda e agora comanda os mixers no MixHell.

Aqui no Brasil os maiores nomes dessa “vanguarda” eletrônica são o CSS (Cansei de Ser Sexy) e o Bonde do Role. Fazendo sucesso na Europa, as duas bandas tem como característica o escrache e a busca pelo som mais hedonista possível. Algumas vezes o resultado é uma tragédia musical, uma brincadeira, apenas, mas algumas também acertam no alvo, como o CSS fez com “Lets Make Love and Listen to Death From Above”.

Como o assunto é fazer música sem densidade, e com referências do mundo pop, o destaque de hoje vai para o UDR. Autenticamente engraçados e com um humor negro digno de South Park, Professor Aquaplay e MC Carvão são conhecidos na web por “clássicos” como “Bonde de Jesus”, “Bonde da Orgia dos Travecos” e “Bonde da Mutilação”. O novo lançamento do UDR é inspirado no tiopês, uma espécie de idioma criado na internet onde a regra é deixar as palavras o mais curtas e foneticamente engraçadas. Com um refrão simples e viciante, “Ser do Boned do Role comofas// risus” é um cutucão na “cena” new rave de São Paulo.

Professor Aquaplay e MC Carvão ainda são melhores quando exageram no humor negro, mas essa homenagem ao “comofas” ainda vai fazer muito sucesso.

Nem só de reconhecimento - e comparações com os conterrâneos do Daft Punk - vive o Justice. No começo desse ano, surgiu a informação que a Fabric, famosa Night Clube de Londres, rejeitou um set produzido pela dupla francesa por achar que o público não estava preparado para ouvir as escolhas “disco-estranhas-obscuras” feita por Gaspard Augé e Xavier de Rosnay.

Existe uma outra teoria, a de que a Fabric não pode pagar pelos royalties para liberar o direito de algumas canções da lista. Teoria que faz sentido depois de escutar esse mix. É um trabalho bem interessante, com boa referências, como a mitológica banda de rock-eletrônico-progressivo “Goblin”, saido diretamente das trilhas-sonoras de Horror-Italiano de Dario Argento.

A inspiração pode ser conferida de forma explícita na música “Phantom”, do álbum “Cross”, do Justice. Os efeitos de sinofinia obscuros estão presentes abundantemente. Destaque também para a versão sensacional de “Everybody Dance”, da maior banda da disco music dos anos 70, a “Chic”.

Veja as faixas que fazem parte desse trabalho:

01 - Sparks: “Tryouts for the Human Race”
02 - Rondo Veneziano: “La Serenissima”
03 - Goblin: “Tenebrae”
04 - Daft Punk: “Ouverture”
05 - Surkin: “Next of Kin”
06 - Symbolone: “Love Juice”
07 - Korgis: “Everybody’s Gotta Learn Sometimes”
08 - Midnight Juggernauts: “Ending of an Era”
09 - The Paradise: “In Love With You [ft. Romauld]”
10 - Justice: “TTHHEE PPAARRTTYY (Acapella)”
11 - Chic: “Everybody Dance”
12 - Frankie Valli: “Who Loves You”
13 - Das Pop: “Underground”
14 - Julien Clerc: “Quand Je Joue”
15 - Daniel Balavoine: “Vivre Ou Survivre”
16 - Richard Sanderson: “Reality”
17 - Zoot Woman: “Grey Day”
18 - Fucking Champs: “Thor Is Like Immortal”
19 - The Rave: “Mother”
20 - Fancy: “You Never Know”
21 - Frank Stallone: “Far From Over”
22 - Sheila: “Misery”
23 - Todd Rundgren: “International Feel”

Para escutar a besteira que a Fabric fez é só realizar o download abaixo:

JUSTICE: REJECTED FABRIC MIX


MP3


Justice - Everybody Dance (”Chiq” mix)


Justice - You Never Know (”Fancy” mix)

ROMULUS AND REMUS
30 July 2008

Há uma safra de artistas que não pára de crescer nos últimos tempos: os devotos do maximal, em sua grande maioria inspirados na dupla robótica do Daft Punk (ou as máscaras mal-feitas e de bricadeira da foto não te lembram algo?). Felizmente, apenas as tentativas de roupagem não são assim tão interessantes, pois, produzindo som que merece atenção temos uma lista que cresce rapidamente.

Encabeçando o hall de artistas que aspiram a proeminência do Daft Punk, temos o Justice - filhos bem-sucedidos da safra musical que se espelha em Bangalter e Homem-Christo. E há mais gente notável nessa roda eletrônica, como: Simian Mobile Disco, MSTRKRFT, Digitalism, Boys Noize entre outros.  No comando, e servindo de berço dessa turma, temos os selos Ed Banger e Kistuné.

Romulus and Remus são dois australianos que tem no currículo algumas participações em produções de Shadow Dancer e Les Petits Pilous, ambos da Boysnoize Records. As faixas que o duo disponibilizou no MySpace, deixa claro que teremos mais um membro pro time do maximal. E parece que podemos vislumbrar algo interessante.

Check it.

METRONOMY
30 July 2008

Electro-garage com sintetizadores da Nintendo. Fiquei alguns minutos pensando na definição mais idiota possível para categorizar esse projeto comandado pelo inglês Joseph Mount - e participações  nos shows de Gabriel Stebbing e Oscar Cash - com influências de Devo, Talking Heads, David Bowie, saxofones de jazz, ruídos de ônibus, teclados de bichinho da sua irmãzinha e todos os barulhos possíveis do mundo.

O novo álbum do Metronomy, “Nights Out”, traz um baixo que pulsa desconexo, uma bateria crua, quase fora de sintonia, marcando o ritmo do começo ao fim, vozes que mudam a cada momento, e sintetizadores que parecem vindos direto dos primórdios da música eletrônica.

Seja com a frenética e excêntrica “My Heart Rate Rapid”, com batidas e efeitos antes vistos apenas nos clássicos de videogames dos anos 80, ou a densa e contida “Heartbreaker”, Joseph Mount imprime todas as suas referências nesse projeto e faz uma música eletrônica muito autoral.

Mount também é conhecido por seus incontáveis remix - geralmente ele só aproveita a voz das músicas originais - para artistas como Architecture in Helsinki, Franz Ferdinand, Sébastien Tellier, Klaxons, The Young Knives, Ladytron, e Gorillaz.

Como se não bastasse o som exótico, os clipes do Metronomy são irretocáveis na sua estranheza.


Metronomy - My Heart Rate Rapid


Metronomy - Radio Ladio


MP3


Metronomy - My Heart Rate Rapid


Metronomy - Heartbreaker


Metronomy - Radio Ladio

15 MINUTOS DE JUSTICE
29 July 2008

O que Justice e Daft Punk tem em comum? Se não bastassem as diversas comparações já existentes entre as duas duplas francesas, vamos adicionar mais uma pra lista: Tanto Guy-Manuel de Homem-Christo e Thomas Bangalter quanto Gaspard Augé e Xavier de Rosnay são donos de um mix feito especialmente pra uma grande grife.

Em 2007 o Daft Punk foi responsável pela trilha sonora que a Louis Vuitton usaria pro verão deste ano. A idéia pelo jeito agradou, e a Dior requisitou um mix de 15 minutos pro Justice, que parece uma faixa ininterrupta. No fim, o que vale mesmo é um pouco de material inédito da dupla.

Mix parte 1

Mix parte 2

Essa não é mais uma notícia sobre um planeta perdendo o seu lugar no sistema solar - é só uma piadinha idiota, mesmo. Jupiter é o nome do projeto da dupla francesa, radicada na Inglaterra,  “Q” e “A” (um homem e uma mulher). Com uma mistura irresistível e viciante de synth-pop e space-disco, eles começam a ser conhecidos na Europa e nos Estados Unidos - eles estavam tocando na California, recentemente.

O som do Jupiter reúne a base disco com sintetizadores “espaciais”, vozes doces e melódicas, além do vigor do electro. O resultado são faixas que se encaixam em qualquer pista de dança e que podem ser ouvidas um dia inteiro, sem parar, lhe deixando em transe por muito tempo.

“Starlighter” e “I Love America” foram as primeiras faixas lançadas pela dupla francesa. A primeira é um futuro hit de festas electro-maximal, trazendo uma batida incessante com viradas que lembram o “MSTRKRFT”, e a segunda tem um efeito crescente de sintetizador usando toda a melodia dos vocais, impossibilitando os seus pés de ficarem parados.

A última faixa apresentada pela dupla é space-disco puro. “Chip” tem estruturas mais obscuras e uma batida mais lenta. Os efeitos eletrônicos te levam de Jupiter para a Austrália, berço do “Midnight Juggernauts” - banda de synth-rock que usa muito bem a atmosfera espacial em suas músicas.

Volto a falar do Jupiter em dois meses, quando eles forem sucesso no mundo todo. Podem cobrar.

MP3


Jupiter - Chip


Jupiter - Starlighter


Jupiter - I Love America

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